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Monchito: O problema com a Maga

Olá, chavesmaníacos! Abro minha primeira coluna com um fato sobre dublagens que me deixa intrigado (Chaves: Por que comeu muito trigo?).

Todos os chavesmaníacos têm um carinho todo especial pelo trabalho do estúdio Maga, empresa que foi responsável pelas dublagens em português de Chaves e Chapolin na TV. E quem é fã das séries sempre prefere ouvir aquelas dublagens com as quais estamos acostumados desde os anos 80. Essa predileção nos leva a procurar conhecer outros trabalhos da empresa de Marcelo Gastaldi (nossa voz brasileira de Chaves, Chapolin e outros personagens de Chespirito). Além das séries CH, o estúdio também fez a dublagem de vários filmes, desenhos e séries ao longo dos 80 e até no comecinho dos 90. Para quem é fã das séries e também para quem é aficionado por dublagens clássicas, há um gostinho todo especial em rodar um filme, desenho ou seriado e ouvir o locutor dizer na abertura: “Versão: Maga!”, ter a satisfação de escutar aquela sonoridade nostálgica da nossa infância e também, claro, ouvir algumas vozes tão familiares para todos nós chavesmaníacos.

Alguns longas-metragens clássicos como “A Vida de Brian”, “Campo Dos Sonhos” e “Elvira, A Rainha Das Trevas” ganharam vozes brasileiras através da Maga. O que é incompreensível é o fato desses mesmos filmes não terem sido comercializados no Brasil com suas dublagens originais. No caso de “A Vida de Brian” e “Campo Dos Sonhos”, os títulos foram lançados em DVDs no mercado brasileiro, porém sem áudio em português. Isso mesmo: apesar dos encartes e menus virem com textos em português, o telespectador que adquirir os DVDs originais terá que se conformar em assistir os filmes legendados. Um ou outro está disponível pelos sites de compartilhamento, muitas vezes são mixagens com áudio de gravações caseiras e/ou disponibilizados por colecionadores.

Com as séries não é muito diferente. Umas são comercializadas apenas com legendas, outras apresentam uma nova dublagem. Nesse segundo caso podemos citar o seriado “Punky, A Levada Da Breca”, que foi adquirida há alguns anos pela emissora BAND e exibida redublada, com vozes totalmente diferentes das que eram ouvidas pelo SBT, no fim dos anos 80 para começo dos 90. A série na BAND não agradou ao público e permaneceu um curtíssimo tempo no ar. Ao que parece a dublagem nova, com vozes pouco convincentes, desagradou à maioria das pessoas, fazendo a série ser um fracasso de audiência. Tanto que a emissora só chegou a exibir somente uma pequena parte dos episódios que adquiriu.

Em relação aos desenhos animados a situação não é melhor. O clássico Charlie Brown até hoje teve seus episódios e filmes comercializados com outras dublagens. Outros simplesmente caíram no esquecimento (Alguém se lembra do desenho do Bozo?).

O que não me entra na cabeça (Devia ter comprado um chapéu com um número maior) é o porquê das dublagens feitas pelo estúdio Maga nunca serem liberadas para comércio. No paralelo colecionadores vendem e às vezes até disponibilizam gratuitamente algumas obras dubladas. Isso não seria uma ajuda a pirataria, já que para um saudosista é mais proveitoso baixar um filme com dublagem rara do que comprar um DVD apenas com o áudio original? Se a distribuidora pagasse a quem é direito, qual seria o problema de utilizar as dublagens Maga?

Esses questionamentos se tornam mais pertinentes se levarmos em consideração que nos anos 90 três distribuidoras de vídeo comercializaram diversos episódios de Chaves e Chapolin em fitas VHS, todos com dublagem Maga. E por sinal nunca houve qualquer problema que impedisse a venda das fitas. Já em 2005, a situação estava estranhamente diferente. A distribuidora Imagem Filmes lançou no mercado um DVD com quatro episódios mais uma esquete extra, com as mesmas dublagens da Maga conhecidas no SBT. Nesse caso, ao contrário das fitas VHS, a distribuidora sofreu um processo por parte de dubladores, perdendo a causa. O DVD em questão foi tirado de circulação (embora diversos fãs já tivessem adquirido o seu, hehe) e de lá pra cá nem um outro título foi lançado oficialmente com a “versão Maga”. A pergunta que fica é: Por que nos anos 90 podia se usar os áudios dublados e hoje não?

É de se lamentar que obras tão preciosas quanto às dublagens clássicas fiquem fora do alcance das novas gerações e que alguns vezes precisemos recorrer à “ilegalidade” para saciarmos nossa sede nostálgica (que em alguns casos é simplesmente impossível). Só nos resta agradecer às pessoas tão generosas que se dão ao trabalho de dividir conosco parte de seu precioso arquivo. É, nação chavesmaníaca… Boa parte da memória televisiva e cinematográfica no Brasil se deve aos colecionadores e uploaders. Só nos resta fuçar a rede atrás de alguma preciosidade ou ir em algum mercado de pulgas da vida.

Por Monchito

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4 Comentários

  1. Sua coluna ficou excelente, Monchito, e você citou uma das coisas que eu mais queria saber o porquê: por não permitirem que comercializem DVD’s com dublagem Maga

  2. Vinicius Maux

    Gostei do texto.
    já ouvi comentários de que as dublagens Maga se destinam a apenas uso televisivo, ou seja, seus direitos valem apenas para a TV, mesmo assim tem VHS com essa dublagem né.

  3. victor235

    Muito boa a coluna, Monchito. Eu sabia que fazia o certo ao te chamar pra equipe do blog.

  4. VINICIUS PEREIRA MAIA

    FAÇO UMA CORREÇAO,A IMAGEM FILMES TEVE UM PROCESSO POR PARTE DOS DUBLADORES

    MAS NOS ANOS 80 OS DUBLADORES SEQUER SABIAM DESTES VHS

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