.: Vizinhança do Chaves :. DEFINITIVAMENTE CHESPIRITO. Chaves e Chapolin

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Há 31 anos…

Primeiro episódio de “Chaves” a ser exibido no Brasil, em 24 de agosto de 1984: a segunda versão de “O matador de lagartixas”.

Há 31 anos atrás, estreavam, no Brasil, pelo SBT, as séries que conquistaram todo o público da América Latina. Criações de um mestre, até hoje estão na boca do povo brasileiro e são tratadas como cultura. Produtos antigos, com apelo indiscutível. Roberto Gómez Bolaños, apelidado carinhosamente de Chespirito, o pequeno Shakespeare, foi o criador e intérprete dos personagens que garantiram seu sucesso e sua fama a níveis internacionais: “Chaves” e “Chapolin“!

Bom, mas como foi que tudo começou, primeiramente?

Voltando ao dia 19 de agosto de 1981, no surgimento da TVS, que aos poucos se popularizou como o SBT. Na época, a emissora havia firmado uma parceria com a Televisa. Quando chegam os primeiros pacotes de novelas, aparecem, no meio dos pacotes, as tais séries.

Mandadas para a dublagem para uma posterior avaliação do SBT, receberam recepção muito negativa. O principal argumento era de que as séries eram um retrocesso na jornada em busca à uma qualidade melhor de programação.

O diretor de núcleo de dublagem da emissora, Salathiel Lage, convence Silvio Santos que as duas séries eram ótimos produtos e que poderiam render bons índices de audiência. Motivado pelo conselho de Lage, Silvio manda dublar as duas séries, ainda em 1983.

Em agosto de 1984 as duas séries finalmente viriam ao ar, segundo relatos no programa chamado “Sessão Sorteio da Tarde”, que sorteava um desenho ou série a ser exibido no horário. A partir daí, “Chaves” e “Chapolin” ganham espaços fixos na programação: “Chaves” é exibido às segundas, quartas e sextas; “Chapolin” é exibido nas terças, quintas e sábados.

Sim, temos consciência de que “Chapolin” estreou apenas em 27 de agosto de 1984, mas os dois são “irmãos” e devemos considerar! “Aristocratas vemos, gatunos não sabemos”, de 1978, foi o primeiro episódio de Chapolin exibido no Brasil.

No primeiro pacote foram dublados em torno de 80 episódios do Chaves e algo em torno de 30 episódios do Chapolin. Em 1987, um novo lote de episódios é encaminhado para a dublagem e no início de 1988 este vai ao ar. É composto, por sua maioria, do que atualmente viraria o eterno pesadelo dos fãs: os “episódios semelhantes“.

Em 1988, as séries já eram pedra no sapato da Globo no quesito audiência. Fenômenos, passam a ser cada vez mais exploradas pelo SBT. Em 1989, houve o lançamento do LP do Chaves, produzido por Mário Lúcio de Freitas, com adaptações de músicas das duas séries e até mesmo músicas inéditas.

LP do Chaves, lançado em 1989, produzido por Mário Lúcio de Freitas e gravado pela Polygram.

Em 1989, também houve o encaminhamento de um novo lote de dublagens, o maior lote de episódios até que se prove o contrário. Mais de 100 episódios de “Chapolin” e mais de 70 de “Chaves”, este lote veio realmente para raspar o fundo do tacho, mas vários episódios ainda permaneciam inéditos.

Em 1992, em outro estúdio de dublagem, a Marshmallow dublou mais um lote de episódios das duas séries. O que diferencia este lote dos demais é que foram dublados muito poucos episódios neste, a maioria são partes de sagas que o SBT não havia antes (completando-as, como por exemplo a última parte do clássico “Seu Madruga sapateiro” ou “Juleu e Romieta”, do “Chapolin”).

Em meados de 2000, Chapolin começa seu entra e sai na programação que infelizmente perdura até hoje.

Um boom de “Chaves” ocorreu em 2003, com a volta dos “episódios perdidos”. Não ocorreu apenas “voltando”: “Chaves” havia saído do ar em 04/08/2003 pela primeira vez em 18 anos ininterruptos de exibição. Os fãs não deixaram barato: chegaram a derrubar o site do SBT implorando pela volta da série. No momento, o programa “Falando Francamente” usava e abusava de episódios perdidos para reportagens. Mas, “Chaves” voltaria ao ar e na ocasião, foram exibidos 8 episódios que haviam sido cancelados supostamente pela má qualidade de imagem e outras desculpas que os fãs, obviamente, não engoliram.

Um dos perdidos que retornou em 2003, mais especificamente no dia 05 de Setembro: “O fantasma da vila”, de 1977

Em 2005, “Chapolin” também retornaria com uma série de episódios inéditos. Isto aconteceu porque não houve uma reorganização completa da série em 1992, assim como houve com “Chaves”, e o resultado é que vários episódios permaneceram completamente inéditos no canal. Em 2003, houve uma repaginação geral das duas séries, mesmo com o Vermelhinho fora do ar. A lista é enorme: 52 episódios que regressaram de 2005 a 2008!

“Quem me dá uma mão?”, de 1976, é um dos ex-perdidos que voltou ao ar em 08/07/2006.

Mas, houve o lado ruim. Desde 2003, “Chapolin” não vê um suspiro em horário nacional no SBT. A maioria dos retornos e saídas da serie ocorreram em horários cuja grande parte do país exibe programação local.

Em 2011, outro boom. Depois daí, as séries são só sucesso: a vinda de diversos atores ao Brasil passa a ser extremamente frequente, episódios perdidos do “Chaves” são exibidos em agosto, em 2012 o SBT inicia a dublagem de um novo lote de episódios no estúdio da RioSound, os “episódios semelhantes” voltam ao ar depois de um ínterim de 19 anos ou mais, inclusive episódios perdidos mundialmente, como “Muitas marteladas“, de 1974, totalmente desconhecido do mundo até sua exibição em 15/02/2012.

Cena de “Muitas marteladas”, de 1974, um episódio perdido mundialmente que nem mesmo o mais otimista dos fãs imaginaria que apareceria justo na volta dos semelhantes.

Em 2014, são exibidos episódios inéditos do Chaves, dublados em 2012 que, apesar de não possuir aceitação muito boa do público das redes sociais, não afetaram diretamente na audiência.

LOGOTIPO_Chamada Chaves Inédito 2014 (SBT) - 03 - Vizinhança do Chaves

E agora estamos aqui, em 2015, admirando e contemplando um sucesso atemporal. Uma história que jamais será esquecida. Uma história que o brasileiro conhece de perto. Duas séries cujos bordões o brasileiro sabe de cor e salteado. Apesar de várias controvérsias, hoje não é dia de uma delas e devemos agradecer ao SBT por nos dar a oportunidade de contemplar estas obras-primas! Parabéns, “Chaves” e “Chapolin”, pelos seus 31 anos de Brasil!

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3 Comentários

  1. victor235

    Ótimo texto, Gordo. Mas que negócio é esse de “Coluna Farta”, não era “Assunto de Gordo”?

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