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Atropelamentos e doações

Estarei analisando, neste artigo, as mensagens de alerta e incentivo nos episódios: “Estatísticas” e “A Cruz Vermelha”.

Os riscos de atropelamento

No episódio “Estatísticas”, Chiquinha convida Quico para jogar futebol. Quico demonstra não estar interessado em jogar. Ambos decidem pensar bastante, para poderem escolher uma brincadeira divertida. Após pensar, Quico tem a ideia de irem à rua, para poderem brincar na calçada. Chiquinha lembra que Dona Florinda havia proibido o menino de brincar na rua, pois poderia ser atropelado. Ao imaginar um possível atropelamento, Quico começa a chorar.

Chaves aparece no local e começa a brincar com a bola de Quico. Ao perceber que Chaves estava brincando com sua bola, Quico se enfurece e pede para o menino do barril largá-la. Como forma de resposta, Chaves chuta a bola de Quico para o alto e ela acaba atingindo o Senhor Barriga, que acabava de chegar à vila.

Após se irritar com Chaves, decide bater na porta da casa de Seu Madruga, mas é atendido por Quico, que entrou na casa para buscar sua bola. O menino bochechudo acaba também irritando o Senhor Barriga, que decide perguntar por Seu Madruga. Chiquinha aparece e responde que seu pai não se encontra na residência, pois saiu para procurar trabalho. Senhor Barriga afirma que não consegue imaginar o pai da menina procurando emprego.

Seu Madruga chega à vila com uma expressão abatida. Senhor Barriga tenta desqualifica-lo, mas Professor Girafales, que acabava de chegar à vila, pensa que está sendo insultado pelo pai de Nhonho. Decide agredi-lo. Após a agressão, Professor Girafales pede perdão ao Senhor Barriga, ao saber que ele estava insultando Seu Madruga. Senhor Barriga tenta explicar detalhadamente a situação, mas volta a ser agredido por Professor Girafales. O professor entende que os insultos foram direcionados à Dona Florinda, que acabava de chegar no local.

Momentos após a confusão, Seu Madruga percebe que o Senhor Barriga está desmaiado e tenta ajudá-lo. Senhor Barriga, apesar da situação, decide cobrar o aluguel de Seu Madruga, mas o pai da Chiquinha não pode pagar e apresenta como justificativa o fato de não ter conseguido um emprego. Senhor Barriga decide aconselhar Seu Madruga, dando dicas de como conseguir emprego. Seu Madruga decide convidá-lo para conversarem em sua casa.

Em seguida, Quico decide convidar Chaves para brincarem na rua. Chaves lembra que Dona Florinda não deu permissão a Quico para brincar na rua e afirma que bons meninos devem obedecer às suas mães. Quico explica que é fácil fazer tal afirmação para quem não tem uma mãe. Chaves justifica que se tivesse uma mãe, não a desperdiçaria através da desobediência.

Ao perceber que Dona Florinda e Professor Girafales caminhavam em direção ao local, Quico tenta mostrar que Chaves teve a ideia e que ele recusou convite, para impressionar sua mãe e o Professor Girafales. Dona Florinda e o professor se mostram orgulhosos com a atitude do menino.

Quico, aproveitando a oportunidade, decide pergunta à sua mãe motivo de não ter permissão para brincar na rua, iniciando um diálogo:

– Por falar nisso, mamãe, por que eu não posso sair para brincar na rua?

Dona Florinda responde:

– Não, tesouro! A rua é muito perigosa! Não sabia que nessa cidade, a cada 20 (vinte) minutos atropelam um homem?

Chaves se envolve na discussão, perguntando:

– Nossa! E como está o coitado?

Dona Florinda tenta explicar, mas Chaves consegue interrompê-la o tempo todo. Quico manda  Chaves se calar.

Em seguinda, Professor Girafales tenta explicar o assunto ao menino do barril, retomando a discussão:

– O que a Dona Florinda quer dizer é que a cada 20 minutos atropelam uma pessoa, mas não a mesma.

Quico diz:

– Exato. Então a gente espera atropelarem uma pessoa e então saímos para brincar por 19 (dezenove) minutos.

Dona Florinda esclarece:

– Não, tesouro! Também não é assim, meu filho.

Chaves afirma:

– Eu já sai muitas vezes para brincar na rua e não é verdade que atropelam tanto.

Professor Girafales explica:

– Não, Chaves! Isso não somos nós que dizemos, são as estatísticas!

Chaves diz:

– Não conheço essas senhoras.

Professor Girafales tenta ensinar:

– As estatísticas não são senhoras.

Quico também demonstra não compreender o assunto:

– Claro que não! São senhoritas.

Dona Florinda tenta explicar, mas não sabe o método adequado. Professor Girafales também tenta explicar, mas percebe que Quico não conseguiria compreender profundamente o assunto. Tenta explicar de maneira simples, dando um exemplo:

– Sabia que cada vez que o Chaves respira, morre uma pessoa na China?

Chaves se mostra surpreso:

– Essa nem eu mesmo sabia! Mas se eu parar de respirar, quem morre sou eu! Porque eu não tenho culpa se os chineses morrem quando eu respiro.

Quico, percebendo que o menino de barril não parava de falar, mandou Chaves se calar mais uma vez. Professor Girafales decide deixar a explicação para outro dia. Dona Florinda diz a Quico que iria acompanhar o Professor Girafales até a esquina e lembrou que não queria ver seu filho brincando na rua, para evitar um atropelamento. Em seguida, Quico percebe que Chaves está levando ao pé da letra o exemplo do Professor Girafales, ao evitar respirar para não matar os chineses.

Chiquinha esclarece que o exemplo do Professor Girafales retratava apenas uma coincidência. Após Chiquinha sair do local, Quico e Chaves decidem brincar de atropelamento. O filho de Dona Florinda acaba acertando Chaves com o triciclo. Chaves, após ser acertado pelo triciclo, desiste da brincadeira. Após ouvir os gritos de Quico, Seu Madruga comparece ao local para entender a situação, mas após ouvir a explicação de Quico, acaba compreendendo o ocorrido de maneira equivocada, acreditando que Chaves foi atropelado de verdade. Senhor Barriga também acredita que o menino foi atropelado de verdade e decide procurar ajuda. Dona Florinda, inicialmente, também acredita no real atropelamento, mas observa Chaves ficando de pé no barril e acredita ser uma brincadeira do Seu Madruga. Após ser agredido por Dona Florinda, Seu Madruga também percebe que Chaves estava no barril.

Senhor Barriga não encontra ajuda e nem o menino. Conversando com Seu Madruga, acaba entendendo que ele tinha informações sobre Chaves. Decide deixar dinheiro para eventuais gastos. Seu Madruga se aproveita da situação e tenta enganar o Senhor Barriga.

Em determinado momento, Senhor Barriga descobre que Chaves estava bem e no barril. Decide se vingar de Seu Madruga, tentando agredi-lo. Ao irem em direção à rua, são atropelados.

Percebemos no episódio uma mensagem de alerta, para que as pessoas fiquem atentas com o trânsito nas ruas.

Em 2009, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) divulgou os principais números relativos a trânsito no Brasil. O país registrou uma frota de 59,3 milhões de veículos e mais de 400 mil acidentes de trânsito com vítimas. A redução destes altos índices depende da gentileza e tolerância dos 51,8 milhões de condutores habilitados existentes no Brasil, e também da colaboração dos ciclistas, pedestres, e todos que utilizam as vias urbanas do País. Veja abaixo as estatísticas, de 2009, do Denatran:[1]

Acidentes de trânsito com vítimas no Brasil – 403.278

Colisão ou choque – 202.102

Tombamento/Capotamento – 31.524

Atropelamento – 49.052

Choque c/ Objeto Fixo – 31.752

Vítimas fatais de acidentes de trânsito – 20.604

Por sexo

Masculino – 16.077

Feminino – 3.651

Por tipo

Condutores – 4.638

Passageiros – 3.939

Pedestres – 4.685

Ciclistas – 2.468

Motociclistas – 5.266

Vítimas não fatais de acidentes de trânsito – 501.829

Veículos envolvidos em acidentes de trânsito com vítimas – 726.220

Automóvel/Camioneta – 248.863

Ônibus/Microônibus – 20.184

Caminhão/Caminhonete – 116.201

Motocicleta – 210.042

Bicicleta – 79.482

A importância das doações

No episódio “A Cruz Vermelha”, Quico está brincando com sua bola, mas Chaves interrompe a brincadeira, iniciando um diálogo da seguinte maneira:

– Quico, você não quer ajudar a Cruz Vermelha?

Quico afirma:

– Já ajudei.

Chaves pergunta:

– A que horas?

Quico responde:

– No ano passado.

Chaves diz:

– Ora, mas então chegou a hora de ajudar de novo.

Quico questiona:

– Eu tenho que ajudar? Todo ano?

Chaves explica:

– Mas claro, seu bobo. Não sabe que todos os anos há muitos feridos, muitos atropelados e muitos acidentes de trânsito?

Quico faz nova pergunta:

– E que culpa eu tenho?

Chaves responde:

– Não sei, mas me mandaram pedir para todo mundo, sabe?

Quico pergunta se Chaves vai dar dinheiro para a Cruz Vermelha. Chaves afirma que fará quando conseguir dinheiro. Explica que conseguirá a quantia através de trabalho, vigiando carros e realizando entregas.

Em seguida, Chaves afirma que todos devem dar dinheiro. Quico pergunta como seria o caso daqueles que não tem dinheiro. Chaves responde que, no caso daqueles que não tem dinheiro, seria possível doar sangue. Quico tenta entender como seria possível coletar seu sangue. Chaves acredita que seria possível acertando o nariz de Quico. Ao tentar acertá-lo, acaba atingindo o Senhor Barriga, que acabava de chegar no local.

Chaves decide perguntar ao Senhor Barriga se gostaria de ajudar a Cruz Vermelha. Senhor Barriga responde que já ajudou. Chaves prossegue com o diálogo, mas acaba irritando o Senhor Barriga. Para evitar aborrecimentos, decide doar mais uma vez.

Após o Senhor Barriga sair do local, Chaves, percebendo a presença de Seu Madruga, pede uma ajuda para a Cruz Vermelha. Seu Madruga, no decorrer da conversa, perde a paciência com o menino e decide agredi-lo. Momentos depois, Seu Madruga se mostra arrependido e decide pedir perdão a Chaves. O menino pede novamente a Seu Madruga uma ajuda para a Cruz Vermelha. Seu Madruga esclarece que ganha pouco dinheiro e está tentando acumular uma quantia para pagar o aluguel. Senhor Barriga, que estava se aproximando do local, consegue escutar a conversa e caminha em direção ao Seu Madruga para cobrar o aluguel.

Após conversar com Seu Madruga, Senhor Barriga tenta ameaça-lo de despejo e se retira do local. Seu Madruga retorna à sua casa, pensando em alguma solução para o caso. Chaves, ao perceber que Dona Florinda também estava caminhando no local, decide pedir para a mesma uma doação. A mãe de Quico acaba doando uma quantia considerável, após a insistência do menino.

Quico aparece e convida Chaves para brincarem de Cruz Vermelha. No decorrer da brincadeira, Seu Madruga percebe que Quico está falando sozinho e pensa que o filho de Dona Florinda está louco. Posteriormente, Seu Madruga tem a ideia de enganar o Senhor Barriga, fingindo ser louco. Dona Florinda, ao observar as ações de Seu Madruga, acredita que ele está realmente louco e tenta avisar ao Senhor Barriga.

Em seguida, Quico e Chaves pensam em curar o suposto louco com água fria. Entretanto, Chaves acredita que o Senhor Barriga é o louco. Por causa do aviso de sua mãe, Quico entende que Seu Madruga é o louco. Após molharem os supostos loucos, Seu Madruga tenta molhar Chaves, em ato de vingança, mas acaba molhando Dona Florinda.

Após ser espancado por Dona Florinda, Seu Madruga doa dinheiro para a Cruz Vermelha. Chaves deixa a seguinte mensagem no final do episódio:

– Todos podem precisar algum dia. Ajudem, sim?

Observamos no episódio uma mensagem de incentivo às doações, financeiras ou sanguíneas, que são importantes e podem salvar vidas.

Por que é importante doar sangue?

O sangue funciona como um transportador de substâncias de extrema importância para o funcionamento do corpo. Além disso, quase toda a defesa do organismo está concentrada nele. É um tecido de extrema importância para o funcionamento da máquina humana e não pode ser substituído por nenhum outro líquido. Por este motivo a doação é tão importante.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o percentual ideal de doadores para um país esteja entre 3,5% e 5% de sua população. No Brasil esse número é preocupante, pois não chega a 2%. Esta quantidade, ainda sofre uma queda alarmante durante o inverno e as férias, períodos em quem os hemocentros são praticamente obrigados a operar com menos que o mínimo necessário. Ainda, complementando alguns dados estatísticos, o Ministério da Saúde divulga que os homens são responsáveis por mais de 70% das doações no Brasil e os jovens de 18 a 29 anos, correspondem a 50% dos doadores.[2]

Podemos observar, através dos episódios analisados, mensagens significativas sobre atropelamentos e doações. Apesar do grande risco que as crianças correm ao brincarem nas ruas, adultos também estão sujeitos a acidentes. Tais acidentes podem ser evitados, contando não apenas com a colaboração de motoristas, como também de ciclistas e pedestres. Percebemos também que várias pessoas estão sujeitas a vários tipos de acidentes e que as doações podem salvar vidas. No Brasil, notamos nos últimos anos, um grande incentivo à doação de sangue, através de campanhas organizadas por grandes instituições brasileiras.

Por Arkantos

 

Referências:

[1]http://www.brasil.gov.br/sobre/cidadania/gentileza-urbana/paz-no-transito/o-transito-em-numeros

[2]http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/noticias/por-que-e-importante-doar-sangue-142138-1.asp

Leia também outros textos de Arkantos:

» Mensagens de valores morais e lições de vida na série “Chaves”

» A contratação de Chaves no episódio “Eu sou a mosca que caiu na sua sopa”

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» Críticas sociais na saga “O primeiro dia de aula”

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