.: Vizinhança do Chaves :. DEFINITIVAMENTE CHESPIRITO. Chaves e Chapolin

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Mensagens de valores morais e lições de vida na série “Chaves”

Analisarei, neste quinto artigo, as mensagens de valores morais e lições de vida em alguns dos episódios mais marcantes da série. Este artigo possui uma proposta semelhante à do artigo “Um episódio, várias lições”, elaborado e publicado por Victor.

No artigo de Victor, notamos uma análise das mensagens e lições contidas no episódio “Isto Merece Um Prêmio!”. Neste artigo de minha coluna, analisarei as mensagens e lições contidas nos episódios: “A Casa da Bruxa”, “As Pessoas Boas Devem Amar seus Inimigos”, “O Ladrão da Vila”, “O Velho do Saco”, “Seu Madruga Sapateiro”, “Amarelinhas e Balões” e “O Aniversário do Quico”.

Não julgar as pessoas pela aparência

No episódio “A Casa da Bruxa”, Chaves está brincando com o triciclo de Quico. O menino bochechudo se irrita ao perceber que Chaves está brincando sem sua autorização. Ambos começam a discutir. Chiquinha, ao perceber a oportunidade, começa a andar no triciclo em direção ao outro pátio. Dona Clotilde aparece, deixando a cesta no local em que estava o triciclo. Os meninos começam a pensar que ela transformou o triciclo em cesta. Chaves foge do local. Quico pede para transformar a cesta em triciclo de volta. Dona Clotilde se retira do local com sua cesta.

Momentos depois, Dona Florinda, após se desentender com Seu Madruga, deixa sua cesta no mesmo local em que estavam o triciclo e a cesta de Dona Clotilde. Chaves, ao retornar, se assusta quando vê a cesta de Dona Florinda e tenta chamar Chiquinha. Dona Florinda volta para pegar sua cesta e Chiquinha reaparece no local com o triciclo, aumentando ainda mais a confusão. Chaves acredita que Dona Clotilde transformou o triciclo em cesta de compras e posteriormente transformou a cesta de compras em triciclo novamente.

Seu Madruga aparece no momento em que as crianças estavam conversando e percebe que estão chamando Dona Clotilde de Bruxa do 71. Ele repreende as crianças e ensina que não se deve colocar apelidos em outras pessoas. Após novo desentendimento com Dona Florinda, que o agrediu por beliscar Quico, pede um favor à Chiquinha. O favor consiste em devolver o jornal à Dona Clotilde. Chaves avisa que Dona Clotilde não está em casa. Seu Madruga diz para Chiquinha colocar em qualquer lugar da casa de Dona Clotilde, pois ela sempre deixa a porta aberta.

Chiquinha tenta convencer Chaves a entregar em seu lugar, mas Chaves recusa. Quico aparece em seguida. Chiquinha tenta manipulá-lo, chamando o menino de mentiroso e medroso. Quico se mostra disposto a provar o contrário e Chiquinha o desafia a entregar o jornal na casa de Dona Clotilde. Quico, ao saber que deveria entregar o jornal na casa de Dona Clotilde para provar sua valentia, fica amedrontado com a possibilidade.

Nos momentos finais do episódio, após novas confusões e desentendimentos, principalmente entre Seu Madruga e Dona Florinda, as crianças decidem entrar na casa da bruxa. Contudo, antes de realmente entrarem, começam a imaginar um local sombrio e assustador. Na imaginação das crianças, Dona Clotilde seria realmente uma bruxa.

Dona Clotilde aparece no momento em que as crianças estão observando sua casa e imaginando coisas. Pergunta às crianças o que elas estavam fazendo em frente à porta de sua casa. Seu Madruga aparece e explica que pediu à Chiquinha para devolver o jornal. Dona Clotilde mostra que estava trazendo alguns presentes para as crianças, que seriam os pirulitos.

As crianças começam a refletir sobre a situação, após receberem os pirulitos. Quico inicia o diálogo da seguinte maneira:

– Eu já disse para vocês há muito tempo: as bruxas não existem!

Chiquinha complementa:

– Claro! Nós nem ainda tínhamos entrado na casa da Dona Clotilde e já estávamos imaginando coisas.

Chaves apresenta uma justificativa:

– Porque nós tínhamos muito medo!

Em seguida, o próprio Chaves encerra o diálogo:

– Mas agora já sabemos que ninguém deve se guiar pelo que as pessoas parecem e sim pelo o que elas são. E que no mundo há muitas pessoas boas.

Podemos notar mensagens e lições importantes no episódio “A Casa da Bruxa”. São mensagens e lições de grande valor, indicando que não devemos julgar as pessoas pela aparência, além de não ser correto colocar apelidos ofensivos nos outros.

Ideias semelhantes foram disseminadas por figuras históricas. Uma das frases mais famosas pertence a Jean de La Fontaine, poeta e fabulista francês:

“Ao longo da tua vida tem cuidado para não julgares as pessoas pelas aparências.”[1]

Leia também: Erro no episódio “A casa da bruxa”. E não são os pirulitos!

Amar os inimigos

No episódio “As Pessoas Boas Devem Amar seus Inimigos”, Seu Madruga está trabalhando de jardineiro e plantando mudinhas. Em determinado momento, Chaves começa a observá-lo trabalhando. Seu Madruga demonstra uma irritação inicial, mas decide dar uma oportunidade a Chaves, para ganhar dinheiro em troca de um favor. Ele pede a Chaves que regue os pezinhos, mas o menino se confunde e rega os pés de Seu Madruga. Em seguida, Chaves diz a Quico que o Seu Madruga está dando dinheiro para quem conseguir regar seus pés. Quico rega os pés de Seu Madruga e consegue irritá-lo. Seu Madruga, em ato de vingança, pega a bebida de Quico e começa a molhar o menino bochechudo.

Dona Florinda, ao saber do ato, agride Seu Madruga. Após o diálogo com Dona Florinda, Seu Madruga faz o mesmo com Chaves.

Pouco tempo depois, Chiquinha tenta confortar Chaves e inicia o seguinte diálogo:

– Já chega, Chavinho. Não chora.

Chaves responde:

– É sempre fácil dizer: “Não chora”. Mas sempre sou eu que tomo.

Chiquinha tenta alertar:

– Calma! Chavinho lembra que as pessoas boas devem amar seus inimigos.

Chaves questiona:

– As pessoas boas devem amar seus inimigos?

Chiquinha afirma:

– Claro!

A frase volta ser mencionada quando o Senhor Barriga chega à vila para cobrar o aluguel. Após nova confusão envolvendo Quico e Dona Florinda, interrompendo a conversa entre Seu Madruga e Senhor Barriga, o diálogo é retomado da seguinte maneira:

– Seu Madruga, agora vejo que o senhor é um homem bom.

Seu Madruga questiona:

– Eu? Por que?

Senhor Barriga responde:

– Porque é vítima de muitas injustiças e mesmo assim as suporta. E como as suporta! Estoicamente!

Seu Madruga não entende e pergunta:

– O que o senhor disse?

Senhor Barriga explica:

– Disse estoicamente. Com estoicismo.

Seu Madruga fica confuso, mas afirma:

– Sim! Sim!

Senhor Barriga prossegue:

– Isso explica as palavras que Chiquinha dizia quando cheguei. Palavras que, sem dúvida, o senhor lhe ensinou.

Seu Madruga pensa no pior e grita em direção à sua própria casa:

– Chiquinha! Já te disse para não fazer grosserias!

Senhor Barriga esclarece:

– Não, Seu Madruga! Não é nada disso! A Chiquinha não disse nenhuma grosseria. Ao contrário, ela estava dizendo uma frase muito bonita.

Seu Madruga indaga:

– E qual?

Senhor Barriga repete a frase:

– As pessoas boas devem amar seus inimigos.

Seu Madruga, de forma bem humorada, diz:

– Eu gostaria de ser inimigo da Angélica María.

Senhor Barriga questiona:

– Como?

Seu Madruga volta a conversar seriamente:

– Digo, foi isso que a Chiquinha disse?

Senhor Barriga confirma:

– Sim. E sem dúvida o senhor lhe ensinou.

Seu Madruga concorda e volta conversar de forma bem humorada:

– Sim, claro, foi eu. O senhor sabe, devemos perdoar as ofensas. Devemos perdoar as afrontas. Devemos perdoar os aluguéis atrasados.

Senhor Barriga, que estava concordando, percebe o próprio equívoco:

– Isso é que dá falar demais.

No final do episódio, Quico observa Seu Madruga trabalhando. O pai da Chiquinha se fere com a tesoura de jardineiro. Acaba se retirando do local, após ficar irritado com Quico e Chaves, que apareceu repentinamente. Quico propõe a Chaves que brinquem de jardineiros. Ambos iniciam a brincadeira e o Senhor Barriga aparece perguntando a Chaves se viu o Seu Madruga. Chaves começa a molhar o Senhor Barriga por acidente. Ele pede a Chaves que vire o regador para o outro lado. Ao virar, começa a molhar Quico, que decide contar para sua mãe. Chaves acaba molhando ainda Chiquinha e Seu Madruga, que decide tomar o regador do menino e acaba acertando o Senhor Barriga.

Posteriormente, Dona Florinda aparece e Seu Madruga espera pelo pior. Aparentemente, Dona Florinda tem outra intenção e começa a dialogar:

– Seu Madruga, o senhor sabe o que Quico acabou de me dizer?

Seu Madruga responde:

– Está bem, eu já imagino.

Dona Florinda prossegue:

– Que o senhor disse que as pessoas boas devem amar os seus inimigos.

Seu Madruga confirma:

– Bom, sim, mas é que…

Dona Florinda parabeniza:

– Meus parabéns, Seu Madruga! Oxalá todo mundo dissesse coisas como essa às crianças.

O significado e a origem da palavra oxalá foram analisados no artigo: A utilização da palavra oxalá no episódio “As Pessoas Boas Devem Amar seus Inimigos”.

Percebemos no episódio “As Pessoas Boas Devem Amar seus Inimigos”, uma mensagem direta e clara de amor ao próximo, incluindo os inimigos. Pensamentos semelhantes foram propagados ao longo da história da humanidade.

No século XX, Martin Luther King, Jr. propagou tal pensamento no seguinte discurso:

“Infelizmente, a História transforma algumas pessoas em oprimidas e outras em opressoras. E há três formas pelas quais os indivíduos oprimidos podem lidar com a opressão. Uma delas é se levantar contra os opressores com violência física e ódio corrosivo. Mas este não é o caminho. Pois o perigo e a fragilidade deste método são sua futilidade. A violência cria mais problemas sociais do que soluções. Como disse várias vezes, se o negro sucumbir à tentação de usar a violência em sua batalha, as gerações que ainda não nasceram receberão uma longa e desoladora noite de amargura, e nosso principal legado ao futuro será um eterno reinado de caos sem sentido. A violência não é o caminho (…). Então nesta manhã, enquanto olho em seus olhos e nos olhos de todos os meus irmãos do Alabama e de toda a América e do mundo, digo a vocês: ‘Eu te amo. Prefiro morrer a odiá-lo’. Sou tolo o bastante para crer que, através do poder deste amor, até os homens mais inflexíveis serão transformados. E aí estaremos no reino de Deus. Poderemos nos matricular na universidade da vida eterna, pois teremos o poder de amar nossos inimigos, abençoar as pessoas que praguejaram contra nós, até decidirmos ser bons com as pessoas que nos odiavam, até rezarmos pelas pessoas que nos usaram.”[2]

(Amar seus Inimigos, Montgomery, 17 de novembro de 1957)

O cuidado ao acusar as pessoas

No episódio “O Ladrão da Vila”, Seu Madruga pede um favor ao Chaves. O favor consiste em falar com a Dona Clotilde para emprestar o ferro de passar roupa ao Seu Madruga. Chiquinha pergunta se teria empenhado o ferro novamente. Seu Madruga explica que o ferro foi roubado.

Posteriormente, Dona Clotilde aparece e pede para Seu Madruga buscar o ferro em sua casa. Enquanto estão conversando em frente à porta da casa, Senhor Furtado rouba o ferro de Dona Clotilde pela janela. Logo em seguida, ao perceber a chegada da Chiquinha, esconde o ferro no barril do Chaves. Chiquinha pergunta se ele havia visto Chaves. Furtado responde que não. Chiquinha retorna à sua casa.

Chaves aparece e pergunta a Furtado se iria embora da vila. Furtado confirma, dizendo que iria embora no mesmo dia. Momentos depois, Seu Madruga e Dona Clotilde, aparecem no pátio e começam a conversar sobre o sumiço do ferro. Seu Madruga comenta a possibilidade de ter sido roubado. Furtado se retira do local.

Chaves tenta se envolver na conversa de Seu Madruga e Dona Clotilde sobre o desaparecimento do ferro. Seu Madruga se aborrece com as bobagens do menino e, de forma bem humorada, pede para o menino investigar quem matou o Mar Morto. O menino leva a sério o pedido e chama Quico para participar da brincadeira. Seu Madruga e Dona Clotilde retomam a conversa, mas a conversa é interrompida novamente quando Quico aparece perguntando por Chaves. Após receber respostas ríspidas de Seu Madruga e Dona Clotilde, Quico tenta procurar por Chaves. Acaba encontrando o ferro de passar roupa no barril. Todos acabam concluindo que Chaves é um ladrão e começam a acusá-lo. O menino decide ir embora da vila.

No dia seguinte, Quico começa a procurar por Chaves na vila. Por não encontrar o menino do barril, começa a chorar. Seu Madruga percebe a tristeza de Quico e tenta confortá-lo. Dona Florinda aparece e agride Seu Madruga, pensando que ele fez Quico chorar. O menino explica que está chorando por ter saudades de Chaves. Em seguida, Chaves aparece ao lado de Chiquinha. Quico fica extremamente feliz com o retorno de Chaves à vila.

Dona Clotilde aparece imediatamente para avisar ao Seu Madruga que seu ferro de passar foi roubado novamente. Seu Madruga fica completamente satisfeito ao saber do mais recente roubo, pois o acontecimento inocentaria Chaves.

Momentos após o esclarecimento, Dona Florinda, ao sair de sua casa para pendurar roupa no varal, encontra Furtado. Ela pergunta se realmente estava pensando em deixar a vila. Furtado confirma a intenção, dizendo que encontrou um apartamento de maior categoria.

Após dialogar com Dona Florinda e Chiquinha, percebe que não há alguma pessoa por perto e rouba a roupa de Dona Florinda. Seu Madruga aparece com uma espingarda e Furtado, após esconder a roupa de Dona Florinda no barril, fica assustado com a arma. Seu Madruga esclarece que arma seria empenhada. Após Furtado sair do local, Chaves aparece e pensa que Seu Madruga vai utilizar a arma para caçar animais. Seu Madruga consegue explicar toda a situação ao menino.

Após Quico também se assustar com a espingarda, Seu Madruga deixa a arma próxima à casa de Dona Clotilde e tenta fugir. Furtado aproveita a oportunidade e rouba a arma, além de colocar uma vassoura no mesmo local em que estava a espingarda. Após dialogar com Chiquinha, volta para pegar a espingarda e percebe que, na realidade, pegou uma vassoura. Começa a acreditar que teria sido uma brincadeira do Chaves.

Furtado volta ao primeiro pátio e Quico acaba se assustando com a espingarda novamente. Seu Madruga acaba se envolvendo em nova confusão.

Após os desentendimentos, Chaves explica a Quico e Chiquinha sua trajetória após sair da vila. Conta que foi até a igreja e procurou o padre para se confessar. Relata também o aconselhamento do padre, ao ressaltar que o mais importante é ter a consciência limpa. Chaves continua com o diálogo da seguinte maneira:

– Então o padre me disse que eu devia rezar para tudo ficar direito.

Chiquinha afirma:

– Mas isso não funcionou porque ainda não encontraram o ladrão.

Chaves inicia a justificativa:

– Mas eu não rezei para que encontrassem o ladrão.

Chiquinha questiona:

– Então para quê?

Chaves complementa, encerrando o diálogo da seguinte maneira:

– Rezei para que o ladrão se arrependa e se torne bonzinho.

No final do episódio, os objetos roubados são devolvidos aos respectivos donos. Furtado dá um sanduíche de presunto ao Chaves.

Observamos no episódio uma lição, ensinando que devemos ter cuidado ao acusar as pessoas. Percebemos também uma mensagem de incentivo ao arrependimento pelas más atitudes. A seguinte frase é atribuída a Marco Fábio Quintiliano, orador e professor de retórica romano:

“É muito mais fácil acusar que defender, como é mais fácil causar um ferimento que curá-lo.”[3]

Ensinar a verdade aos filhos

No episódio “O Velho do Saco”, Dona Florinda explica as razões para não deixar Quico brincar na rua. Senhor Barriga chega à vila e descobre que Seu Madruga foi procurar trabalho. Após a conversa entre Senhor Barriga e Seu Madruga sobre o novo emprego, Quico demonstra interesse em brincar na rua e convida as outras crianças para participarem da brincadeira. Dona Florinda aparece imediatamente e se mostra decepcionada com Quico. Ensina que os meninos desobedientes são levados pelo velho do saco. Quico observa Seu Madruga trabalhando como roupa velha e pensa que será levado por ele. Promete a Chaves uma fatia de pão, caso ajudasse a não ser levado pelo velho do saco. Inicialmente, Chaves prefere um sanduíche de presunto, mas acaba aceitando a fatia posteriormente.

Seu Madruga aparece e Quico foge para sua própria casa, com medo de ser levado. Chaves tenta a atrapalhar Seu Madruga, tomando o saco. Ambos disputam para ver quem fica com o saco. No desenrolar da disputa, Senhor Barriga acaba sendo acertado várias vezes pelo saco.

Após a confusão, Seu Madruga vai à casa de Quico em busca de produtos usados. Após Seu Madruga bater na porta, Quico quebra um vaso de sua mãe na cabeça dele. Em seguida, Dona Florinda aparece e fica espantada com a situação. Quico explica que quebrou o vaso na cabeça de Seu Madruga por causa da tentativa de sequestro. Após agredir mais uma vez Seu Madruga e ele se retirar do local, Dona Florinda retoma o diálogo com Quico da seguinte maneira:

– Mas me conta, quanto ele pensava em pedir de resgate?

Quico responde:

– Eu não sei, mamãe. Mas eu prometo que vou ser sempre obediente para o velho do saco não me levar.

Dona Florinda demonstra a intenção de defender o filho, mas questiona em seguida:

– Não se preocupe, tesouro. Aqui está sua mãe…

– Ele disse que ia levar você?

Quico esclarece:

– Não disse, mas bateu na porta da nossa casa.

Dona Florinda faz novo questionamento:

– E você bateu nele com o meu vaso, por causa do que eu disse que os meninos desobedientes são levados pelo velho do saco?

Quico diz:

– Sim, mamãe. Mas agora eu prometo que vou ser bem obediente.

Senhor Barriga observa a conversa e questiona a atitude condenável de Dona Florinda:

– Não se sente envergonhada, Dona Florinda? A senhora percebe o mal que está fazendo a seu filho, contando essas mentiras do tipo: o velho do saco vai te levar, o bicho papão vai te pegar?

Dona Florinda concorda:

– Sim, Senhor Barriga. O senhor tem razão. Aliás, acho que vou pedir desculpas ao Seu Madruga.

Dona Florinda vai à casa de Seu Madruga para se desculpar e oferecer produtos que Quico e ela não usam. Após se desculparem, Seu Madruga pega os produtos na casa de Dona Florinda.

Notamos no episódio a lição de que os pais devem ensinar a verdade a seus filhos. Os problemas teriam sido evitados se Dona Florinda não tivesse ensinado a Quico que as crianças desobedientes são levadas pelo velho do saco.

Evitar a vingança

No episódio “Seu Madruga Sapateiro”, o pai da Chiquinha exerce a função de sapateiro. No decorrer do episódio, após se irritar com Chiquinha e Quico, que não permitiam um trabalho sossegado, surge Chaves. Ao perceber que o menino estava atrapalhando seu serviço, pede, de forma bem humorada, que Chaves fosse ver se a porquinha botou um ovo. Momentos depois, Chaves aparece com um ovo de uma galinha que considera porca. Deixa o ovo com Seu Madruga e decide perguntar à galinha se poderia comer o ovo. Seu Madruga coloca o ovo no banco de clientes. Depois que o menino retorna, Seu Madruga tenta explicar que não se deve perguntar algo do tipo à galinha. Em seguida, Quico aparece perguntando se Seu Madruga poderia consertar os sapatos de sua mãe. Quico decide esperar sentado no banco de clientes, mas Chaves avisa sobre o ovo. Quico pensa que pôs o ovo. Dona Florinda, que acaba de aparecer no local, não entende a situação. Seu Madruga tenta esclarecer, contando todos os detalhes. No decorrer da explicação, Dona Florinda perde a paciência, retirando-se do local. Pede para seu filho se retirar também. Quico atende ao pedido de sua mãe, mas acaba quebrando o ovo no Seu Madruga.

Momentos depois, Chaves pede o martelo de Seu Madruga emprestado, iniciando um diálogo. Seu Madruga responde:

– Você ficou maluco? O martelo não é para brincar. É para trabalhar.

Chaves explica:

– Mas eu não quero para brincar. É para bater no Quico.

Seu Madruga se equivoca, emprestando o martelo. Imediatamente, percebendo o equívoco, decide pegar o martelo de volta e pergunta:

– Por que quer bater no Quico com o martelo?

Chaves responde:

– Porque ele quebrou o ovo que eu ia comer!

Seu Madruga diz:

– Sim, mas sabe de uma coisa Chaves? Não há nada mais feio do que a vingança. Entende? Vê só: você já viu quantas eu apanhei da Dona Florinda?

Chaves afirma:

– Um monte!

Seu Madruga prossegue:

– E depois de apanhar tanto, quantas vezes você me viu levantar a mão para ela?

Chaves volta a responder:

– Nenhuma, porque quem tem que levantar a mão é o assaltado.

Seu Madruga afirma:

– Olha, Chavinho, eu tenho que ir ao 37 entregar estes sapatos, portanto, depois eu lhe explico. Mas lembre-se bem de uma coisa: a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena. Entendeu?

Chaves responde mais uma vez:

– Sim.

Seu Madruga encerra o diálogo:

– Eu volto já. Para o caso de você não ter entendido muito bem…

Seu Madruga leva o martelo, para evitar que Chaves tome algum tipo de atitude equivocada. Em seguida, Chiquinha aparece, oferecendo a Chaves algo que parecia um alimento. Chaves tenta comer e Chiquinha explica que são bolinhas de barro cozido. Chaves pensa em se vingar, dando uma tijolada na Chiquinha, mas acaba se lembrando do ensinamento de Seu Madruga. O menino joga o tijolo em outra direção e acaba acertando o Senhor Barriga, que acabava de chegar à vila.

Senhor Barriga, após se levantar, mostra-se furioso com Chaves e afirma:

– Tinha que ser o Chaves de novo! Sempre que eu chego na vila, você me recebe com pancadas. Mas um dia vou me cansar, aí você vai ver…

Chaves o interrompe:

– Não! A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.

Senhor Barriga se mostra constrangido e concorda com Chaves. Em seguida, Seu Madruga aparece no local, pensa em escapar ao perceber a presença do Senhor Barriga, mas desiste da ideia. Decide demonstrar ao Senhor Barriga que está trabalhando de sapateiro. Tenta convencê-lo a trocar as solas de seus sapatos, mas o Senhor Barriga esclarece que não há necessidade pelo fato de serem novos.

Momentos depois, Senhor Barriga afirma:

– O que eu quero é que me pague o aluguel.

Seu Madruga tenta justificar:

– Mas se o senhor é primeiro a me negar trabalho, com o que quer que eu lhe pague o aluguel?

Senhor Barriga responde:

– Isso é problema seu! E se não me pagar o aluguel agora mesmo, eu o despejo da casa.

Chaves volta a mencionar a frase:

– A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.

Senhor Barriga se mostra constrangido mais uma vez e decide dar uma oportunidade de trabalho ao Seu Madruga.

Podemos observar no episódio uma mensagem de repudio à vingança. Pensamentos relativos à vingança foram registrados ao longo da história da humanidade. Notamos numa frase de Joseph Roth, jornalista e escritor austríaco, uma breve reflexão sobre a vingança:

“Não existe nobreza sem generosidade, assim como não existe sede de vingança sem vulgaridade.”[4]

Fazer favores e aprender a compartilhar

No episódio “Amarelinhas e Balões”, Chaves está brincando de amarelinha. Quico aparece no local e Chaves decide convidá-lo para participar da brincadeira, mas Quico explica que precisa comprar café para sua mãe. Professor Girafales se oferece para lavar a louça de Dona Florinda, mas Chaves, que está brincando, acaba destruindo os objetos por acidente. Professor Girafales pede que Chaves vá brincar em outro lugar.

Dona Clotilde aparece e pergunta o que teria acontecido. Professor Girafales explica a situação. Após compreender o ocorrido, Dona Clotilde faz a seguinte pergunta:

– Não quer que eu lhe empreste umas xícaras e alguns pires que eu tenho a mais?

Professor Girafales responde:

– Dona Clotilde, eu fico sem jeito, francamente.

Dona Clotilde demonstra interesse em ajudar:

– Por favor! Os seres humanos devem sempre fazer favores uns para os outros.

Professor Girafales agradece:

– Então, muito obrigado!

Em seguida, Professor Girafales entra na casa de Dona Clotilde para pegar os objetos. Percebemos uma mensagem clara incentivando a realização de favores aos semelhantes.

No episódio “O Aniversário do Quico”, o menino bochechudo vai em direção à casa de Chiquinha, para convidá-la à sua festa de aniversário. Dona Florinda estranha a atitude e inicia um diálogo, chamando seu filho:

– Quico!

Quico se assusta:

– Mamãe?

Dona Florinda pergunta:

– Tesouro, onde é que você ia?

Quico responde:

– Convidar a Chiquinha para minha festa.

Dona Florinda se espanta:

– A Chiquinha?

Quico confirma:

– Sim, mamãe!

Dona Florinda afirma:

– Mas tesouro, quantas vezes eu tenho que dizer que não convém fazer amizade com essa gentalha.

Após insistir, Quico tenta justificar:

– Mas quanto mais crianças vierem, melhor.

Dona Florinda tenta compreender:

– Entendi! É tão bondoso…

Quico interrompe:

– Quanto mais crianças vierem, mais presentes eu ganho.

Dona Florinda diz:

– Bem, mas o que interessa é compartilhar a sua alegria com os demais.

Quico diz:

– Sempre que trouxerem presentes.

Dona Florinda prossegue:

– Mas, mesmo sem presentes, vai compartilhar a sua alegria.

Quico explica:

– Bom, se não trouxerem presentes, eu prefiro compartilhar minha raiva.

Dona Florinda tenta ensinar:

– Não, tesouro! Os bons meninos não devem pensar assim. Eu sei que você não é desses. Porque senão, não convidaria a Chiquinha, que na certa não vai te dar presentes.

Quico concorda:

– Sim, mamãe! E também vou convidar o Chaves, que não vai me trazer nada. Mas mesmo assim, eu quero…

Dona Florinda fica bastante feliz com o pensamento do filho e afirma:

– Que bom! Assim é que eu gosto! E agora, em troca dos seus bons sentimentos, eu mesma vou convidar a Chiquinha.

Quico fica extremamente satisfeito com a atitude da mãe. Dona Florinda bate na porta da casa de Chiquinha, mas é atendida por Seu Madruga. Fica assustado, pensando que Dona Florinda iria agredi-lo. Dona Florinda explica a intenção de convidar Chiquinha e Seu Madruga fica surpreso. A menina aparece imediatamente, acreditando que a mãe de Quico estaria interessada em acusa-la de algo. Seu Madruga explica a verdadeira intenção de Dona Florinda para sua filha. Após a confirmação do convite, Chiquinha pede a seu pai dinheiro para comprar o presente de Quico.

Momentos depois, quando Chaves aparece no local, Chiquinha pergunta se ele já havia comprado o presente de aniversário do Quico. Chaves explica que não estava informado sobre o aniversário de Quico. O menino do barril, influenciado pela conversa que teve com Chiquinha, agride Quico, que estava indo em sua direção para iniciar um diálogo. Ambos acabam se desentendendo. Chaves inicia uma série de chutes em Quico. O menino bochechudo começa a gritar por sua mãe. Seu Madruga, que acaba de aparecer e caminhar no local, é atingido acidentalmente por Chaves. Dona Florinda, ao ouvir os chamados de seu filho, caminha em direção ao menino, para tentar compreender a situação. Conforme o habitual, acaba pensando que a culpa é de Seu Madruga, mas evita agredi-lo no dia do aniversário de seu filho.

Em determinado momento, Chaves tenta chegar a um entendimento com Quico em relação ao convite para a festa de aniversário. No decorrer da conversa, se irrita com a falta de resposta de Quico e chuta sua bola. Senhor Barriga chega à vila, mas é atingido pela bola chutada por Chaves.

Em seguida, Nhonho, que chegou à vila acompanhado de seu pai, entrega o presente de Quico. Pópis e Chiquinha, após chegarem ao local, também entregam os presentes destinados a Quico. Enquanto as outras crianças conversam sobre a festa, Chaves, que ainda não havia sido convidado, sai cabisbaixo do local. Quico, ao perceber que Chaves estava se retirando do local, finalmente convida o menino do barril para sua festa de aniversário. Após o convite, as crianças finalmente entram na casa de Quico.

Quico e Pópis querem brincar de adivinhações, mas Chaves, Chiquinha e Nhonho desejam comer. As crianças se desentendem e Dona Florinda tenta compreender a situação. Chaves acaba insultando Dona Florinda, que se irrita com a atitude do menino. Posteriormente, a mãe de Quico decide avisar que os sanduíches estão na mesa. Ao avisar, percebe que Chaves já estava comendo. As outras crianças se dirigem à mesa.

Nhonho inicia uma discussão com Quico e Chaves aproveita a oportunidade para roubar os sanduíches do filho do Senhor Barriga. Nhonho descobre e fica completamente irritado, discutindo também com Chaves. As outras crianças se envolvem na discussão. Dona Florinda tenta controlar a situação, mas acaba sendo insultada novamente por Chaves. Irritada, tenta repreender o menino. Chaves aproveita a nova oportunidade e tenta comer o bolo carregado por Dona Florinda. Quico tentar alertar que Chaves está comendo todo o bolo. Dona Florinda, não aguentando mais a situação, coloca o bolo em cima da mesa e pede a Quico para apagar as velinhas, pois deseja encerrar a festa rapidamente. Nhonho lembra que antes de apagar as velinhas, Quico deveria pensar em três desejos.

Pópis pergunta:

– O que você vai pedir?

Quico responde:

– Vou pedir que no meu próximo aniversário a gentalha não venha!

Nhonho apoia:

– Sim! Sim! Sim!

Quico prossegue:

– Muito menos o Nhonho! Muito menos ninguém!

Pópis volta a questionar:

– Ninguém?

Quico diz:

– Ninguém! Para que eu possa passar o dia todo comendo tudo sozinho.

Dona Florinda, após refletir, afirma:

– Não, Quico! Estive pensando e creio que deve fazer exatamente o contrário. É melhor aquecer os nossos corações e aprender a compartilhar as nossas coisas com a gentalha.

Quico acaba concordando:

– Por isso eu digo que é melhor pedir isso! Aprender a compartilhar as nossas coisas!

Após assoprar as velinhas, Quico questiona:

– E será que é fácil aprender a compartilhar as nossas coisas?

Dona Florinda responde:

– Claro que não, Quico! Mas vale a pena tentar.

No final do episódio, Chaves e Seu Madruga compartilham seus alimentos. Percebemos uma mensagem clara estimulando os seres humanos a compartilharem com o próximo.

Pensamento semelhante teria sido disseminado por Sócrates, filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, com a seguinte frase:

“O grande segredo para a plenitude é muito simples: compartilhar.”[5]

Em virtude de tudo o que foi analisado, percebemos que várias mensagens de valores morais e algumas lições de vida foram propagadas ao longo da série. Apesar da simplicidade em sua proposta, por ser voltada ao entretenimento, a série “Chaves” consegue deixar mensagens e lições importantes aos telespectadores, conseguindo ir além do simples objetivo de fazer rir.

Por Arkantos

 

Referências:

[1]http://pensador.uol.com.br/autor/jean_de_la_fontaine/

[2]http://veja.abril.com.br/historia/morte-martin-luther-king/discursos-eu-tenho-um-sonho-retorica-voz-alma.shtml

[3]http://frases.globo.com/quintiliano/17162

[4]http://www.citador.pt/frases/nao-existe-nobreza-sem-generosidade-assim-como-n-joseph-roth-5671

[5]http://pensador.uol.com.br/frase/NTg0NTUz/

Leia também outros textos de Arkantos:

» Atropelamentos e doações

» A contratação de Chaves no episódio “Eu sou a mosca que caiu na sua sopa”

» As profissões exercidas por Chaves na infância

» Críticas sociais na saga “O primeiro dia de aula”

» Possível referência cultural no episódio “Amarelinhas e Balões”

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23 Comentários

  1. Arkantos, você escreve muito bem. Suas colunas são excelentes, você está de parabéns!

    • Arkantos

      Muito obrigado pelo comentário, Alan! 🙂

  2. sou um colunista tanbem, venho analisando o trabalho de todos os colunistas ch do brasil, e nunca vi uma coluna taun interessante como a sua, que busca valores e liçoes, parabens, ,nota 10.posta mais,que eu adorei, de qualifico que de todos os que eu li ate hoje a sua e a melhor

    • victor235

      As colunas do Arkantos são boas mesmo.

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