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#09: Semelhanças entre “Os Trapalhões” e “Chaves”!

SEMELHANÇAS CHAVES E TRAPALHOES

Olá vizinhos, tudo em paz?

Quem acompanhou minhas colunas anteriores, com certeza leu as analogias que eu fiz entre “Chespirito” e “Charlie Chaplin”, e “Chespirito” e “Chico Anysio”. Pois bem, minha nona coluna no Vizinhança do Chaves segue essa mesma linha de analogias.  A diferença, no entanto, é que não analisarei um personagem apenas da série (nos casos anteriores, Chespirito), e sim, todo o seriado Chaves e a antiga série de TV: Os Trapalhões. Vamos lá?

Como todos nós, fãs de Chespirito sabemos, Chaves estreou no início da década de 1970 no México. Logo de cara, já era possível perceber a simplicidade de produção do programa (é claro, que essa simplicidade não diz respeito em nada na qualidade do seriado). O pátio da primeira temporada (1972), por exemplo, não possuía nem piso. Tudo era muito simples: desde os trajes dos personagens ao ambiente, propriamente dito. O início de “Os Trapalhões” também foi bem parecido com o começo da série “Chaves”. Por volta de 1966, o grupo surgiu com o nome de “Adoráveis Trapalhões”, mas foi na TV Globo, a partir de 1977 que o eles alcançaram o sucesso absoluto. Como o próprio Renato Aragão (Didi) testifica, o humor deles era “primordialmente simples e de fácil assimilação” (assim como o Chaves, não é mesmo)?

Outro ponto em comum dos programas foi a longa duração que tiveram. Chaves durou cerca de 20 anos (1972-1992), e passou por diversas fases (desde programa próprio, até se tornar um quadro do Programa Chespirito). Nesse período, foram gravados centenas de episódios. Já os “Trapalhões”, detém o recorde mundial como o programa humorístico de maior duração na televisão, com cerca de trinta anos de exibição. Durante estes anos, eles criaram filmes, se apresentaram em teatros, e chegaram ao estopim do sucesso. Juntos, os dois programas, ficaram ininterruptos no ar por incríveis meio século!

Apesar de Chaves ser sucesso ainda hoje, durante um período no México, o seriado virou “mania”. Diversos itens das séries foram lançados, as apresentações com o grupo em locais públicos eram constantes, e todo mundo parava para assistir e admirar o “pobre garoto de sardas”. Para que acompanhou, a década de 1980 na TV brasileira, sabe que com os “Trapalhões” aconteceu o mesmo. O sucesso era tão grande, que além dos itens derivados do programa lançados (como por exemplo, gibis), o grupo formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias era tão requisitado, que havia virado rotina passar meses longe de casa e da família. O resultado deste sucesso pode ser resumido na liderança absoluta de audiência de ambos os programas. Nos anos 80, por exemplo, “Os Trapalhões” chegou a bater recorde, atingindo mais de 60 pontos no Ibope contra 12 do segundo colocado (nada diferente das séries da Roberto Gómez Bolaños).

É claro que sem o empenho da direção do Programa, nenhum dos dois programas teria o sucesso que teve. Isso se deve à genialidade de seus produtores, e a facilidade de assimilar situações do dia a dia em seus roteiros. Certo dia, assistir a um sketch dos “Trapalhões”, aonde Renato Aragão (Didi), apronta as piores travessuras para fazer um bolo, e rapidamente associei ao episódio em que o Chaves e a Chiquinha tentam fazer um bolo, e também passam por maus bocados. O fato é que o uso dessas situações cotidianas para se fazer humor era um ponto forte tanto em “Chaves”, quanto nos “Trapalhões”.

Como citei anteriormente, tanto o “Chaves” como “Os Trapalhões”, tiveram um começo muito parecido (e mais ou menos na mesma época), tiveram seus momentos de “glória” e de sucesso absoluto, mas como tudo nessa vida passa, eles também tiveram seu final. E o mais incrível, é que até o final de ambos foram parecidos. No caso do Chaves, a saída de Carlos Vilagrán e de Ramón Valdés, em 1979, já havia provocado uma mudança no estilo da série, mas ainda assim ele continuou a ser produzido por mais 13 anos. Com os atores já velhos, e o elenco original bastante modificado, em 1992 foi produzido o último episódio. “Os Trapalhões” também passou por esse processo de “perda do elenco original”. Quando em 1990, Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias) morreu, o trio remanescente sentiu muito, mas ainda assim tentou continuar na produção do programa. Até que 4 anos depois, em 1994, morre Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum), e ficou praticamente impossível continuar o programa. Findava assim, o programa que mais tempo ficara no ar, na história da televisão mundial.

Finalizo essa coluna apontando para o fato de que o sucesso nunca vem por acaso. Se “Chaves” e “Os Trapalhões” ficaram tanto tempo no ar e foram sucesso absoluto, é porque tinham algo em comum na sua produção, e como vimos aqui, são muitos os pontos em que podemos associá-los. No mais, podemos fazer como Chespirito, e resumir o sucesso em uma única palavra: “transpiração”, ou seja, o esforço em se fazer algo bem feito, e ele mais do que ninguém pode fazê-lo, afinal, suas séries revelam isso por si só.

Um abraCHo, e até a próxima!

Por: Joel Júnior

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5 Comentários

  1. victor235

    Pensei que o programa de maior duração fosse A Praça da Alegria/Praça Brasil/A Praça é Nossa.

  2. Expliquei sobre isso lá no FUCH!

  3. Mano Joel, vim lhe dar os parabéns por seu trabalho e convidá-lo a acessar minha página de divulgação, eis o endereço → http://www.facebook.com/SavioChristiDesenhistaDivulgacao.

    Bom, abraços e até mais então!

  4. Ainda não sei até que ponto Chaves e Os Trapalhões precisem ser comparados, já que Chaves apresentava episódios inteiros, cada qual com uma história completa, às vezes, com alguma subtrama, já Os Trapalhões apresentava diversas esquetes em cada episódio original…

    De qualquer forma, ambos os programas sempre serão eternos humorísticos devido a suas qualidades técnicas e visuais!

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